Procuro por ti...a ponto de me resgatares...
Neste lar...refugio...a que chamo coração...
Tão desgastado...tão fustigado...
Por tanto fazer...por tanto tentar...
Tanta lágrima...que rega minha face...
Como jardim...regado por mil muito poucas gotículas...
De suave água...de tom puro...
Como se banhasses teu corpo...
De ouro...platina...cobre...assim prata...
Tanta lágrima...regando simples loucura...
De uma pele...apaixonada...corada...
O meu lamento seca...e o silêncio desapareceu...
Sento me num castanho...bege sofá...
Olho paredes...barulhos oiço...
E o vendaval da noite...mata-me...
Borras de café...que bebo...
Sabem me a muito ecos...
Sou escravo...de meus próprios desejos...
De meus próprios gostos...
Não vês tu...o quanto esta luz...se vai apagando...
Tenho medo...medo de um dia...não querer-te mais...
Começo a sonhar...que me perdes...que te deixo...
Gota a gota...cai a chuva...descendo este vidro sujo...
Escondo me atrás da cortina...que me esconde do mundo...
ou será...que é o mundo...que se esconde do mundo...
Este pó que limpo...o pano cheio está...
A cortina desce...no palco as luzes acendidas são...
O foco clama pelo actor...ou a actriz...ou ambos...
Será isto uma peça...ou será que sala de espectáculos...cheia não está?
Pergunto me...quando deixo eu de triste estar?
Ou será que já o deixei...e ainda tu...o estás?
Ou será que juntos...nunca o estaremos?
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